Segunda-feira, 10 de Março de 2008

pH do corpo

CONTROVÉRSIA SOBRE O EQUILÍBRIO ACIDO-BÁSICO
 
CANCRO: É NECESSÁRIO ACIDIFICAR OU ALCALINIZAR?
 
           O papel fundamental do pH do organismo, ou seja o seu grau de acidez ou alcalinidade foi destacado nestes últimos anos como um factor determinante para a saúde. Os prejuízos da acidificação foram denunciados como responsáveis de uma multidão de males e os meios de alcalinizar o organismo para restabelecer um pH normal foram difundidos largamente.
 
           Ora, apesar do papel nefasto e evidente da acidificação, pôde-se ler, nestes últimos tempos, exactamente o oposto do que se diz habitualmente a esse respeito, nomeadamente a saber que a acidificação do organismo devia ser procurada, que ela era um meio curativo e preventivo excelente contra o cancro e diferentes doenças degenerativas.
 
           Como isso é possível? Como duas afirmações tão contraditórias podem ser feitas a propósito de uma mesma coisa?
 
Porquê alcalinizar?
 
           Quais são as razões que invocam os partidários da alcalinização para afirmar que é bom desacidificar o organismo para trazê-lo à saúde?
 
           Todos os fenómenos vitais que têm lugar no nosso organismo são efectuados por enzimas. Ora, estes podem ser activos apenas quando o meio no qual se encontram possui um pH bem definido, variável de um tecido a outro, mas de maneira geral ligeiramente alcalino, ou seja acima de 7 (7,3). Quando o pH se altera e se torna ácido, as enzimas são obstruídas na sua actividade. Resulta um abrandamento das diversas funções orgânicas tocadas e, por lá, o aparecimento das doenças.
 
           O organismo procura por conseguinte manter sempre um pH ideal para garantir a sua sobrevivência e conservar-se em boa saúde. Para corrigir um pH que se torna demasiado ácido, ele extrai minerais básicos nos tecidos para neutralizar os ácidos excedentes, de acordo com o princípio que uma base combinada a um ácido dá um sal neutro (sistema tampão). O carácter neutro do sal obtido, permite corrigir o pH mas também proteger o corpo do carácter agressivo dos ácidos. Com efeito, os ácidos irritam, inflamam, ferem e lesionam os tecidos quando a sua presença se torna demasiado elevada no organismo, o que é precisamente frequentemente no caso hoje em dia devido ao modo de alimentação e de vida que efectua o homem moderno.
 
 Os prejuízos da acidificação são por conseguinte triplos: ele perturba a actividade das enzimas, ataca os tecidos e o desmineraliza obrigando-o a ceder as bases. As doenças por acidez são por conseguinte o resultado desta tripla influência e a terapêutica consistirá muito naturalmente em diminuir os contributos e a produção de ácidos (regime alcalino), em neutralizar os ácidos presentes no organismo (tomada de citratos alcalinos) e em estimular a eliminação dos ácidos pelas vias normais especializadas na sua eliminação (pulmões, rins, pele).
 
 Os partidários da acidificação
 
            As razões que fazem preconizar a aposta em acidez do organismo para lutar contra o cancro e outras doenças degenerativas são fundamentadas pelos trabalhos de três científicos.
 
           Os mais antigos trabalhos são os de Otto Warbury, prémios Nobel, que em 1913 explicava que a diferença essencial entre a célula cancerosa e a célula sã estava no seu metabolismo. A célula transferida ou cancerosa é de tipo fermentativa e não se pode desenvolver aquando de acidez. A acidez impede o cancro de utilizar o açúcar que lhe é necessário. É o que faz que os diabéticos graves, não tratados, que têm uma tendência de acidez sanguínea permanente, desenvolvem muito raro ou pouco facilmente um cancro. Em outros termos: a alcalinização sanguínea favoreceria o desenvolvimento de células cancerosas.
 
 
           Os segundos trabalhos são os de Louis-Claude Vincent. A partir de 1948, este investigador francês, inventor da bio–electrónica, ciência que mede os terrenos biológicos a partir de três factores objectivos: o pH, o potencial oxido-redutor (rH2) e o factor resistivo (r ou r02), concluía também na sequência dos seus trabalhos que a alcalinização sanguínea era favorável ao desenvolvimento do cancro. As medidas terapêuticas e preventivas que decorrem desta constatação, são evidentemente que é necessário lutar contra a alcalinização do sangue e procurar acidifica-lo.
 
           É o que confirma por sua vez o cientista americano Reding que, baseando-se em estatísticas feitas a nível mundial, declara: "a acidez sanguínea constitui um estado desfavorável ao desenvolvimento da célula cancerosa, e a tendência alcalinizante sanguínea contribui para a sua eclosão”.
 
           Reding constatou com efeito que as taxas mais elevadas de não-canceração se encontram nas associações de indivíduos que apresentam uma forte acidez sanguínea, acidez cujas origens são múltiplas: condição de vida restritiva (campos de concentração), hábitos alimentares (mosteiros), doenças crónicas acidificantes (uremia, arteriosclerose, diabetes), hábitos socioculturais (prática ritual do jejum).
 
           O denominador comum a estes diferentes grupos de população pouco propensos a fazer cancros é que o sangue é ácido, o que cria condições adversas ao desenvolvimento das células mutantes ou cancerosas. A terapêutica anti-cancerosa consistirá por conseguinte em procurar a acidificação, isto pelos meios já mencionados, em dietas e jejuns, mas também pelo exercício muscular e as estadias em altitude.
 
É necessário acidificar ou alcalinizar?
 
           Convenientemente, encontramo-nos por conseguinte na frente de um enigma dado que as duas abordagens parecem radicalmente opostas. Realmente, não é o caso. Juntam-se mesmo e são perfeitamente conciliáveis, porque defensores das duas posições não falam... da mesma coisa!
 
           Os defensores da alcalinização falam dos tecidos orgânicos (o terreno) enquanto que os defensores da acidificação falam do sangue. Ora, tecidos e sangue não têm o mesmo pH, o seu pH pelo contrário é o oposto um do outro. Pode-se mesmo dizer que o pH de um é sempre o reflexo oposto do outro.
 
 
           Eis porquê:
 
           O sangue é o líquido mais precioso do organismo. O seu pH pode variar apenas numa ínfima medida, se não aparecem rapidamente perturbações orgânicas e modificações da consciência, seguidamente a morte. O organismo procura por conseguinte constantemente manter um pH sanguíneo no equilíbrio ideal. Quando o sangue recebe grandes quantidades de ácidos, estes serão neutralizados pelo sistema tampão e, quando este é ultrapassado, rejeitados nos tecidos para preservar o equilíbrio ácido-básico do sangue. Com o tempo os ácidos acumulam-se por conseguinte nos tecidos e o terreno fica ácido.
 
           Nesta situação, o corpo luta por conseguinte para conservar um pH sanguíneo normal, perante este ambiente ácido que representa o terreno acidificado. Os sistemas de protecção que emprega o sangue tenderão a torná-lo ligeiramente alcalinos por duas razões. Por um lado, porque o sangue aumenta as suas reservas alcalinas para fazer face às agressões "ácidas" e por outro lado, porque transporta bases de uma parte do corpo a outra, bases destinadas aos tecidos acidificados.
 
           Assim, quando o terreno se acidifica, o sangue tende à alcalinização. Ele não se torna alcalino, mas tende ligeiramente apenas nesta direcção. Com efeito, o sangue suporta pouco ficar tanto demasiado ácido como demasiado alcalino.
 
           Na situação oposta, quando o terreno tem um pH normal, por conseguinte ligeiramente alcalino, o sangue não deve proteger-se como explicado acima, e o seu pH é ligeiramente mais ácido. Ele tende para valores mais ácidos para equilibrar o pH alcalino do terreno (lá, a recomendação de acidificar o sangue).
 
           Já que o pH do um é o reflexo oposto do pH do outro, pode-se assim tão bem afirmar que é necessário acidificar ou que é necessário alcalinizar, consoante se fale de sangue ou dos tecidos.
 
           Assim quando Reding ou Vincent dizem que a tendência alcalinizante sanguíneo contribui para a eclosão da célula cancerosa, é porque o terreno é ácido. Com efeito, o que é primordial para uma célula, não é tanto o sangue com o qual ela não é tanto em contacto directo, mas os soros celulares que impregnam os tecidos e que representam o seu ambiente imediato.
 
           Ora, uma célula cancerosa não se desenvolve num terreno são, por conseguinte ligeiramente alcalino, alcalinidade do terreno que corresponde, ao nível do sangue, a um pH... ácido. Quando os defensores da acidificação dizem que o cancro não se desenvolve quando o sangue é ácido, é muito simplesmente porque nesta situação o terreno é alcalino.
 
           As duas abordagens são por conseguinte justas e correspondem todas duas à realidade. São apenas as explicações que não são bastante precisas, a acção de acidificação não é claramente definida como que agindo sobre o sangue, e a acção de alcalinização, sobre o terreno.
 
           Que estas duas abordagens aparentemente antagónicas correspondem é de resto confirmado pela análise dos meios terapêuticos preconizados por uma parte e pela outra.
 
O Jejum:
 
           Os partidários da acidificação preconizam o jejum como técnica de se meter em acidez (do sangue). Após o que tem sido dito previamente, nós devemos pôr-nos a questão: os efeitos terapêuticos vêm da acidificação do sangue ou da alcalinização dos tecidos que daí resulta?
 
           Que ocorre durante o jejum? A limitação dos nutrimentos obriga o organismo a extrai-los dos tecidos. A degradação dos tecidos produz ácidos que serão encaminhados para o sangue, e a seguir eliminados pelos processos normais do corpo (pulmões, rins, pele). A intensificação do trabalho de eliminação que o jejum desenvolve, conduz também os ácidos dos tecidos para serem eliminados em passando pelo sangue. Se há um aumento da acidez dos tecidos no começo do jejum, a desacidificação do terreno, ambiente directo da célula, será a consequência a longo prazo. O sangue, pelo contrário, tende a se acidificar durante o jejum.
 
           Assim o jejum permite bem de lutar contra o cancro porque ele:
 
1.      Acidifica o sangue (diriam os partidários da acidificação).
2.      Porque ele alcaliniza o terreno (diriam os partidários da alcalinização).
 
      O processo é o mesmo e as conclusões que se podem tirar também quer sejam jejuns parciais ou regimes restritivos recomendados (redução nas carnes, nas gorduras e no açúcar). Nestes casos há também uma desacidificação do terreno e uma acidificação do sangue.
 
O exercício muscular
 
      Um outro meio de acidificação recomendado pelos defensores da acidificação é o exercício muscular. Certo, as contracções musculares produzem ácido láctico, mas a acidificação dos tecidos musculares é da curta duração porque o ácido láctico vai ser conduzido ao sangue (o que resulta na acidez do sangue), depois aos rins para ser eliminado como testemunha a acidificação das urinas após o exercício. Entretanto, todo o exercício muscular causa também uma aceleração dos metabolismos respiratórios e circulatórios e por isso uma melhor oxigenação dos tecidos. Muitos ácidos são assim oxidados com a prática do exercício. Como no jejum, o resultado final é uma desacidificação dos tecidos profundos após a acidificação momentânea do começo. Entretanto, o que será determinante para obstruir o desenvolvimento das células cancerosas que se quer, não é a acidificação momentânea do terreno ou do sangue, mas a alcalinização durável do terreno que se seguirá.
 
A estadia em altitude
 
       O mesmo se aplica para as estadias recomendadas em altitude. A falta de oxigénio disponível em altitude obriga o corpo a aumentar o seu metabolismo da base.
       A amplitude respiratória é mais profunda, a oxigenação dos tecidos também e os ácidos são assim mais facilmente oxidados e eliminados, o que alcalinizará o terreno.
 
Cancro: é necessário acidificar ou não?
 
       A resposta à nossa pergunta do princípio é agora simples de dar. Sim, é necessário acidificar, quando falamos sobre o sangue. Não, não se deve acidificar, quando falamos sobre o terreno.
 
       A lógica requer que se ponha em prioridade o fenómeno de fundo e que se fale assim antes sobre o terreno. Em abordando inicialmente a questão pelo pH do sangue em subentendendo e em ocultando o desenvolvimento do fenómeno inverso ao nível do terreno – não se faz outra coisa do que perturbar os espíritos e semear a confusão.
 
      O que deve ser procurado não é acidificar, mas alcalinizar, isto é alcalinizar o terreno, o que, definitivamente, é o objectivo requerido tanto pelos defensores da alcalinização como pelos da acidificação.
 
 
 
 
 
 
 
Tabela recapitulativa:
a = tende para
 
                                   Terreno:                Sangue:                 Urina:
 
Saúde:                       alcalino                  a ácido                   alcalina
 
Cancro:                      ácido                     a alcalino                ácida
 
Efeito do
jejum,
estadia em
altitude ou
exercício
físico:                         a alcalino              a ácido                    a alcalina
 
 
 
Traduzido do site de Christopher Vasey:
     http://www.christophervasey.ch/ 
Ch 1832 Chamby--Montreux
No Tel.. (021) 964 64 24
 
 
Victor Rorigues – Naturopata – Hipnoterapeuta – Mestre Reiki – Psicobiologia-terapia.
Victor@bioreiki.com
www.psicobio.com
www.bioreiki.com
 
 
    
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