Terça-feira, 17 de Abril de 2007

A ANOMALIA DO CORAÇÃO

O CORAÇÃO É UMA ANOMALIA

Nenhuma lição é de valor real como princípio ativo de vida se a sua verdade for aprendida superficialmente. Deverá ser assimilada através do coração, pela aspiração e pela amargura. A lição principal que, por este modo, o homem deve aprender é: o que não beneficia a todos não beneficia realmente a ninguém.

Durante cerca de dois mil anos temos concordado, de boca apenas, em agir e dirigir a vida segundo a máxima: "respondei ao mal com o bem". O coração pede benevolência e amor. Mas a Razão pede beligerância e medidas punitivas, se não como vingança, pelo menos como meio de prevenir uma repetição de hostilidades. Este divórcio entre o coração e a cabeça impede o crescimento do verdadeiro sentimento de Fraternidade Universal e a adoração dos ensinamentos de Cristo, o Senhor do Amor.

A mente é o foco através do qual o Ego percebe o mundo material. Como instrumento para aquisição do conhecimento é inestimável nesse domínio. Porém, ao arrogar-se o papel de ditador da conduta do homem para com os semelhantes, a mente está em caso análogo ao das lentes do telescópio que, focalizadas para o Sol, dissessem ao astrônomo: "estamos mal enfocadas, não estamos bem de frente ao Sol, não cremos que seja bom focalizar o Sol, preferimos que focalizeis a Júpiter. Os raios do Sol esquentam-nos demasiadamente e podem danificar-nos".

Se o astrônomo, empregando sua vontade, focaliza o telescópio a seu talante, como que dizendo às lentes para se ocuparem na transmissão dos raios que recebem, deixando para ele os resultados, o trabalho efetuar-se-á devidamente. Porém, se o mecanismo do telescópio estivesse ligado às lentes e elas tivessem uma vontade mais forte, o astrônomo ver-se-ia seriamente coibido e, tendo de lutar para manter o instrumento em boa forma, inevitavelmente as imagens sairiam confusas, fracas, imprecisas ou sem valor.

Assim acontece com o Ego. Trabalha com um tríplice corpo que governa, ou deveria governar através da mente mas, triste é dizê-lo, este corpo, tem uma vontade própria, é ajudado quase sempre pela mente, e frustra os propósitos do Ego.

Esta antagônica "vontade inferior" é expressão da parte superior do corpo de desejos. Quando se deu a divisão do Sol, na Época Lemúrica, e a Terra, que incluía a Lua, se separou, a parte mais avançada da humanidade nascente experimentou no corpo de desejos uma divisão em duas partes, a superior e a inferior. O resto da humanidade sofreu divisão semelhante na primeira parte da Época Atlante.

A parte superior do corpo de desejos converteu-se numa espécie de alma-animal. Construiu o sistema nervoso cérebro-espinhal e os músculos voluntários, dominando por esse meio a parte inferior do tríplice corpo, até que o elo de ligação, a mente, foi agregado. Então, a mente uniu-se a essa alma-animal fazendo-se co-regente.

Portanto, a mente está limitada pelos desejos, submersa na egoísta natureza inferior, o que torna difícil ao espírito o governo do corpo. O foco, a mente, que deveria aliar-se à natureza superior, está unida à natureza inferior, escrava do desejo.

As religiões de raça e suas leis foram dadas para emancipar o intelecto do desejo. O "temor a Deus" foi posto contra os "desejos da carne", mas não bastava para conseguir o domínio do corpo e garantir sua cooperação voluntária. Foi necessário que o espírito encontrasse no corpo outro ponto de apoio, que não estivesse sob o domínio do corpo de desejos. Não nos músculos porque são expressões do corpo de desejos, e formam um caminho direto até o ponto principal onde a mente traidora está unida ao desejo e reina suprema.

Se os Estados Unidos estivesse em guerra com a França não desembarcaria suas tropas na Inglaterra, esperando dominar a França, mas desembarcariam os soldados diretamente na França, para que lutassem ali.

Assim, o Ego, como sábio general, segue uma conduta semelhante. Não começa sua campanha adquirindo domínio sobre alguma das glândulas, porque estas são expressões do corpo vital. É-lhe impossível adquirir domínio sobre os músculos voluntários, muito bem defendidos pelo inimigo. A parte involuntária do sistema muscular, sob a direção do sistema nervoso simpático, seria também inútil para esse objetivo.

O Ego tem de conquistar um contato mais direto com o sistema nervoso cérebro-espinhal. Nesse sentido, para conseguir uma base de operações no próprio campo inimigo, deve dominar um músculo que seja involuntário e que, ao mesmo tempo, esteja relacionado com o sistema nervoso voluntário, mas não sob sua direção. Esse músculo é o coração.

Já falamos anteriormente das duas classes de músculos: voluntários e involuntários. Estes últimos têm suas fibras em sentido longitudinal, e são relacionados com as funções que estão fora do domínio da vontade, como a digestão, a respiração, a excreção, etc. Ordinariamente, não podemos dominar a circulação. Em condições normais, a quantidade de batidas do coração é fixa.

Os músculos voluntários, como os das mãos e dos braços, são dominados pela vontade, por meio do sistema nervoso voluntário. Suas fibras estão dispostas longitudinalmente cruzando-se com estrias transversais.

Estas particularidades são exatas para todos os músculos menos para o coração. É um músculo involuntário mas, para confusão dos fisiólogos, o coração é também estriado, como se fosse um músculo voluntário. É o único órgão do corpo que exibe essa peculiaridade, porém, como esfinge, recusará dar aos cientistas materialistas uma resposta que resolva o enigma.

O ocultista pode encontrar facilmente a resposta na Memória da Natureza. Nessa fonte vê que o coração, quando o Ego procurou, pela primeira vez, firmar-se aí, era estriado apenas longitudinalmente, tal como qualquer outro músculo involuntário. À medida que o Ego foi adquirindo domínio sobre o coração, foram-se desenvolvendo gradualmente as fibras transversais. Não são nem tão numerosas nem tão definidas como as dos músculos que estão debaixo do pleno domínio do corpo de desejos mas, conforme os princípio altruísticos do amor e da fraternidade se vigorizem e gradualmente sobrepassem a razão, baseada no desejo, essas estrias transversais serão mais numerosas e estruturadas.

Como indicamos anteriormente, o átomo-semente do corpo denso está situado no coração e abandona-o quando a morte ocorre. A obra ativa do Ego está no sangue.

Com exceção dos pulmões, o coração é o único órgão do corpo através do qual passa todo o sangue em cada ciclo.

O sangue é a expressão mais elevada do corpo vital, porque nutre todo o organismo físico. Em certo sentido, é também o veículo da memória subconsciente e está em contato com a Memória da Natureza, situada na divisão mais elevada da Região Etérica. O sangue leva as recordações da vida dos antecessores aos descendentes durante gerações, quando é um sangue comum, como acontece na endogamia.

Na cabeça há três pontos que são o assento particular de cada um dos três aspectos do espírito (veja-se o diagrama 17).

 

O amor e a unidade do Mundo do Espírito de Vida encontram sua contraparte ilusória na Região Etérica, com a qual estamos relacionados pelo corpo vital, o originador do amor sexual e da união sexual. O Espírito de Vida assenta, primariamente, no corpo pituitário e, secundariamente, no coração, o regente do sangue que nutre os músculos.

O inativo Espírito Divino - O Observador Silencioso - encontra sua expressão material no passivo, inerte e insensível esqueleto do corpo denso, o obediente instrumento dos outros corpos. Não tem o poder de atuar por iniciativa própria e tem sua fortaleza no impenetrável ponto da raiz do nariz.

Em pura realidade, o espírito é um só, porém, observado do Mundo Físico, o Ego refrata-se em três aspectos que se expressam da forma indicada.

O sangue, ao passar pelo coração, ciclo após ciclo, hora após hora, durante toda a vida, grava os acontecimentos nos átomos-sementes, enquanto permanecem frescos. Prepara um arquivo fidelíssimo da vida que, depois, na existência post-mortem, se imprimirá indelevelmente na alma. O coração está permanentemente em estreito contato com o Espírito de Vida, o espírito do amor e da unidade, o que o torna o foco do amor altruísta.

Após as imagens passarem ao Mundo do Espírito de Vida, em que se encontra a verdadeira Memória da Natureza, não voltam através dos lentos sentidos físicos mas diretamente através do quarto éter contido no ar que respiramos. No Mundo do Espírito de Vida, o espírito pode ver muito mais claramente do que nos mundos mais densos. Nesse elevado plano que lhe é próprio, está em contato com a Sabedoria Cósmica e, em qualquer situação, sabendo imediatamente o que há de fazer, envia sua mensagem de guia e de ação ao coração. Este logo a retransmite ao cérebro por meio do nervo pneumogástrico. Assim se formam as "primeiras impressões", os impulsos intuitivos, sempre bons porque emanam diretamente da fonte cósmica de Sabedoria e Amor.

Isto é tão instantâneo que o coração tem tempo de efetuá-lo antes da razão, mais lenta, poder, por assim dizer, "considerar a situação". Crê-se que o homem pensa em seu coração e é certo, porque "assim ele é". O homem, inerentemente, em qualquer aspecto, é um espírito virginal, bom, nobre, verdadeiro. Tudo o que não é bom pertence à natureza inferior, o ilusório reflexo do Ego. O espírito virginal sempre está dando sábios conselhos. Se pudéssemos seguir os impulsos do coração, o primeiro pensamento, a Fraternidade Universal seria realizada agora mesmo.

Mas precisamente neste ponto, começam as complicações. Depois do bom conselho dado pela primeira impressão, começa o raciocínio e, na maioria dos casos, o cérebro domina o coração. O telescópio controla o próprio foco e aponta para onde quer, sem atender ao astrônomo. A mente e o corpo de desejos frustam os desígnios do espírito e tomam a direção, mas, como carecem da sabedoria do Espírito do Espírito, tanto o espírito como o corpo sofrem as consequências.

Os fisiólogos notam que certas áreas do cérebro estão dedicadas a determinadas atividades mentais. Os frenólogos levaram esse ramo da ciência ainda mais além. Sabe-se também que o pensamento destrói o tecido nervoso e que este desgaste do corpo, como qualquer outro, é restaurado pelo sangue. Quando o coração se converter em músculo voluntário, a circulação do sangue ficará completamente sob o domínio do unificante Espírito de Vida, o Espírito do Amor. Então, terá o poder de impedir que o sangue flua a essas partes do cérebro dedicadas a propósitos egoístas. Esses centros mentais irão atrofiando-se gradualmente. Por outro lado, ser-lhe-á possível ativar o sangue quando as elaborações mentais foram altruístas, o que restaurará e vigorizará esses centros. A natureza passional será conquistada e, pelo Amor, a mente será emancipada da escravidão do desejo. Só emancipando-se completamente pelo Amor, o homem poderá elevar-se além da lei e converter-se, ele mesmo, numa lei. Tendo-se conquistado a si, conquistará então todo o mundo.

As estrias transversais do coração podem formar-se mediante certos exercícios de treinamento oculto. Alguns desses exercícios são perigosos e devem ser levados a cabo unicamente sob a direção de um instrutor competente. É nosso desejo que nenhum leitor desta obra se deixe enganar por impostores habilidosos e desejosos de atrair discípulos. Para evitar esse engano voltamos a repetir, mui seriamente: nenhum verdadeiro ocultista se gaba, anuncia seus poderes ocultos, nem vende lições a tanto cada uma ou a tanto o curso, ou consentirá jamais em fazer exibições. Realiza seu trabalho com a maior discrição possível e somente com o propósito de ajudar legitimamente os demais, sem pensar nunca em si mesmo.

Como dissemos no princípio deste capítulo, todas as pessoas desejosas de obter o conhecimento superior podem ter a mais absoluta confiança: se verdadeiramente o buscam, encontrarão aberto o caminho que a ele conduz. Cristo mesmo preparou o caminho para "quem o deseje". Ele ajudará e abençoará a todo o verdadeiro investigador que deseje trabalhar pela Fraternidade Universal.

 

 

Victor Rodrigues

Terapeuta em Reiki e Psicoterapia

Telm: 93 325 53 86

E-mail: victor@bioreiki.com

LINKS: www.bioreiki.com

           www.psicobio.com

O segundo e terceiro aspectos têm outros pontode sustentação secundários. O corpo de desejos é expressão deturpada do Ego. Manifesta em "egoísmo" o que é a "individualidade" do Espírito. A individualidade não procura o seu em detrimento dos demais, enquanto o egoísta procura tudo possuir sem ter em conta os demais. O assento do Espírito Humano é, primariamente, a glândula pineal e secundariamente, o cérebro, ou antes, o sistema nervoso cérebro-espinhal, que domina os músculos voluntários.
publicado por bioreiki às 11:33
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